segunda-feira, 4 de setembro de 2017

A Estante

Alo! 

Hoje vou começar uma nova rúbrica aqui no blog: A Estante! Esta rúbrica consistirá numa partilha da minha opinião relativamente aos últimos livros que li.  Ler é uma das minhas grandes paixões e, como não sou extremista ao ponto de só ler romances ou policiais, penso que estes posts serão adequados para toda a gente que partilhe da mesma paixão. Eis o primeiro:

Nos últimos tempos devorei dois livros e hoje trago-vos uma opinião pessoal relativamente aos mesmos. E os livros são: O Oficial e o Espião e Nunca me esqueças. Deixo-vos já a dica que sou uma fã de histórias verídicas ou baseadas em factos reais decorridas em séculos passados. Ambos os livros que vos trago são histórias baseadas em factos reais, de personagens que efectivamente existiram algures num passado, não tão longínquo quanto isso, mas certamente não tão próximo para que eu ou qualquer um de vocês possa ter vivenciado os ambientes descritos.



O Oficial e o Espião de Robert Harris

Se gostam de espionagem com um pouco de suspense e crime à mistura este é um livro bom para lerem. Fala de corrupção entre as patentes mais elevadas do exército, manipulação e distorção da realidade, injustiça e discriminação. Um livro de ficção romanciada, que conta a história de um jovem oficial que ambiciona missões militares, mas que é promovido coronel da secção de Espionagem do exército Francês pelo seu apoio na condenação de um suposto espião judeu. 

Apesar de promovido, Picquart, o oficial, desempenha funções demasiado burocráticas para o seu gosto, anseia o terreno e trabalho direto com o perigo. Assim, acaba por descobrir algumas incoerências no ceio do exército a que chama segunda familia e, em especial da secção que agora coordena: a secção de Espionagem. Ora, o seu bom carácter impede-o de compacuar com injustiças e faltas de rigor da parte do exército, um orgão de proteção e justiça da Nação Francesa! Deste modo irá tentar remendar os erros dos antecessores, alguns deles ainda seus superiores...será que vão gostar que o "fedelho" meta o dedo onde não é chamado? 





Nunca me Esqueças de Lesley Pearse

Este livro supreendeu-me pela positiva! Estava à espera de uma história não muito complexa e devo confessar que o enrredo é mais envolvente do que especulava. É um livro que me captou a atenção e não descansei mesmo enquanto não o acabei de ler, literalmente DEVOREI cada página.

A história é baseada na vida de uma rapariga chamada Mary Broad, que cresceu em contexto rural, numa vila pescatória denominada Fowey, na Cornualha em Inglaterra. Em pequena era uma menina irreverente e aventureira comparada com a sua irmã mais velha, Dolly Broad, e com as outras meninas locais. Mais tarde, o temperamento de Mary continua a manifestar-se e agora a jovem sonhadora sente-se deslocada e aborrecida pela inércia em Fowey. Desta forma, assim que encontra uma escapela e oportunidade para conhecer o mundo para além da sua terra Natal, não hesita! 

Chegada a terras mais hostis, num meio profano e obscuro, acaba por cair nas mãos do crime com os seus míseros 19 anos. É a partir desse momento que o seu percurso tornar-se-á extremamente acidentado, cheio de altos e baixos: desde alturas de  fome, doença e morte consequentes da falta de dignidade pela vida humana nos navios-prisão, utilizados com o fim de deportar os condenados para colónias distantes, e outros estabelecimentos prisionais; a momentos de pura ternura e conforto, amor e amizade. É um livro de ação rápida e fugaz, dramático, com um toque de aventura e ação transmitidos ao longo de viagens longíquas à Austrália - colónia inglesa nos finais do século XVIII - e às Índias Horientais Holandesas, que nos dias hoje são designadas por Ásia Meridional.


O que acharam desta rúbrica? Há por aí apaixonados pela leitura?

 Curiosos para saber que mais aconteceu ao oficial justo e à guerreira Mary?

xoxo,
Lua