quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Winter Mornings

Finalmente chegou o frio, e desta vez parece que veio para ficar!
Adoro a brisa outonal e refrescante pela madrugada, quando saio de casa, adoro o conforto aderente aos casacos forrados a lã, os cachecóis, os gorros e as luvas.



Tenho nadado, de vez em quanto, é revigorante e...sabe tão bem, adoro nadar!

Quando estou sentada na paragem espreito o céu, espreito porque os meus olhos não estão despertos o suficiente para olhar, e vejo o Sol, lá está ele a erguer-se na imensidão, umas vezes nublada e obscura outras límpida e clara! Pois antes da arte simbólica veio a arte da representação, antecedida pela observação, logo como hei de eu apreciar arte sem antes apreciar a natureza?

Ainda a luz do Sol não enche plenamente o céu...para o autocarro (sempre atrasado!) em frente da paragem, as portas abrem-se, as pessoas entram, o pi, pi, pi, pi, pi, entranham-se-me no tímpano à medida que as pessoas validam o passe, sento-me, quando possível sozinha, instalo-me e inalo três vezes o ar quente, misturas de cheiros (katinga, caril, peixe cru, perfumes de todas as qualidades), as portas fecham, o motorista arranca e isto acontece em todas as santas paragens!
Mal chego à estação saio rompante pelas portas, VIVA A LIBERDADE que, infelizmente, a fortuna não deixa durar muito, encarregando-se de empacotar-me no ML...

Saio do metro em plena cidade de LX, uma onda de agitação matinal paira no ar, agora é só caminhar e chego ao meu destino, bem...cá vamos nós trabalhar!